we might as well be strangers

do bom que é estar em casa, que é estar em portugal retiraria ainda assim o peso das memórias. da recordação dos lugares comuns e do último mês que aqui fiz vida. retirava o peso do coração que está preso à lembrava das noites na praia, das viagens de carro, das noites intermináveis, do sol e das tantas gargalhadas, das despedidas, dos abraços, dos olhos azuis e do sorriso maravilhoso. porque quando parti, levei-te comigo e agora que volto, julgava tudo mais suportável. ultrapassado.

new year

the countdown to 2012 has officially begun e eu ainda não tive tempo para me coçar, quanto mais fazer resoluçoes de ano novo.

nossa ..

podia falar sobre portugal. podia dizer-vos como às vezes me aperta o coração de saudades ou sinto falta do nosso sol português que tão bem nos aquecia nos dias frios de inverno - mas não. posso antes dizer-vos que quando a escócia não me é suficiente, vêm estas noites de crap music mas com as melhoras pessoas que me lembram sempre como é bom estar aqui e o quanto eu NAO quero, de facto, voltar. por muito que o coração fique pequenino, por muito que a saudade aperte.
não escrevo porque essa é a minha forma de não sentir. porque assim tento esconder-me do vazio que às vezes me invade os dias quando a escócia não é suficientemente boa e grande para me preencher o coração. porque às vezes os dias de sol são os que na verdade mais me custam, são esses que mais me lembram o que deixei naquele país à beira-mar plantado.

olá e adeus, dezembro


toda a gente diz olá a dezembro e eu pelo contrário não vejo a hora de lhe dizer um grande adeus e um ainda maior olá ao mês de janeiro. esse mês em que vou a portugal matar umas saudades de casa e de tudo o que (também) é bom. 

e cada vez que me lembro daqueles últimos meses em portugal, só consigo pensar que (talvez) não deviam ter acontecido. que ele não devia ter aparecido, que não podíamos ter estado juntos até à minha partida, que ele não devia ter-me feito sorrir tanto, ansiar pela sua chegada e adiar a despedida. não devíamos ter permitido as noites na praia e eu não devia ter olhado o fundo daqueles olhos azuis. porque me estava a entregar, porque ainda aqui penso nele e não deixo de sentir um aperto no coração - por ter deixado para trás aquilo que me levou dois anos a encontrar: alguém que me fizesse sentir outra vez, daquela maneira, apaixonada.